Dioniso e Apolo, ambos filhos de Zeus, têm sido vistos, desde a antiguidade, como os dois pólos opostos do caráter masculino. Apolo representaria a ordem, o dever, a lucidez e o equilíbrio. Dioniso, a festa, o prazer, o êxtase e o excesso.
Quando Sêmele, a mãe de Dioniso, estava grávida, Zeus lhe concedeu um pedido – e ela pediu ao amante que se mostrasse em toda a sua glória. Zeus tentou dissuadi-la, avisando-a de que nenhum mortal poderia suportar tanta Luz. Mas ela tinha sede de infinito, e insistiu. Como Zeus previra, foi fulminada pela visão, morrendo na hora. Zeus retirou o feto do ventre de Sêmele e o costurou em sua coxa, terminando ali a gestação de Dioniso.
Dioniso parece ter herdado da mãe o desejo de chegar à essência do divino. Legou aos homens o cultivo da uva e a preparação do vinho, o dom da embriaguez, que faz esquecer mágoas e tristezas, preparando o espírito para a festa e o prazer. Legou, por outro lado, os Mistérios, rituais que permitiam aos mortais alcançar o êxtase místico.
Os homens- Dioniso são, como o próprio deus, amantes da festa e do prazer. Ele não curtem viver a rotina da sobrevivência, a preocupação com coisas materiais, com horários, com compromissos, e questionam os valores de nossa sociedade, que exige dos homens planos de carreira, trabalho duro, preocupação constante com o futuro. Uma sociedade que, em prol de um futuro arduamente construído, sacrifica o presente. Como Sêmele, o homem- Dioniso quer viver o momento com intensidade. O amanhã, só se tornará importante quando virar hoje. Carpe diem.
Sedento de infinito, o homem-Dioniso busca experiências que o levem além das fronteiras da realidade. Dioniso foi um arquétipo muito visível nos anos 60, quando sexo, drogas e rock-n-roll eram maneiras de se atingir o êxtase e protestar contra a a violência da guerra e mediocridade da vida burguesa. Woodstock foi um grande ritual dionisíaco,
Hoje, passados 50 anos, ainda encontramos homens-Dioniso buscando o êxtase através do yoga, budismo e outras seitas orientais, do Santo Daíme, participando de rituais xamânicos, shows de rock ou música eletrônica, tomando extasy para varar a noite dançando em raves, etc.
A busca do homem-Dioniso pelo infinito, pelo não comercial, não utilitário, leva-o freqüentemente a trabalhar em atividades criativas. As artes, principalmente o teatro, estão lotadas de homens–Dioniso. Na pintura temos exemplos valiosos como Van Gogh e Basquiat, Jackson Pollock e Modigliani; na música a lista vai de Beethoven a Jim Morrison.
Os gregos acreditavam que o templo de Delfos era habitado por Apolo durante seis meses do ano. Durante os seis meses seguintes era habitado por Dioniso. Esta é a lição que devemos aprender com os antigos: vivermos uma parte de nossa vida como Apolo, trabalhando para atingir nossos objetivos; mas sem negar Dioniso, que nos ensina a viver o momento com intensidade, a nos entregarmos ao que estamos fazendo com prazer.
Conta o mito que, onde quer que fosse, Dioniso era acompanhado por um bando de bacantes. As mulheres, que fugiam de Apolo, assustadas por sua frieza e seriedade, corriam atrás de Dioniso. A atração que o homem-Dioniso exerce sobre as mulheres não é difícil de entender – ele gosta de festas, de sexo e de prazer. Sexo, prazer e chapação rolam fácil para um Dioniso. O difícil, para ele, é se fixar num relacionamento estável. Mas, por incrível que possa parecer, o deus Dioniso se apaixonou por Ariadne, casou-se e foi fiel. Certa vez, falando com um homem-Dioniso sobre mulheres, ouvi o seguinte: “Eu, em relação às mulheres, sou como peixe - peixe é difícil de pegar, porque escorrega nas mãos. Mas, depois que uma mulher pega, ela frita e come.”
Quando Sêmele, a mãe de Dioniso, estava grávida, Zeus lhe concedeu um pedido – e ela pediu ao amante que se mostrasse em toda a sua glória. Zeus tentou dissuadi-la, avisando-a de que nenhum mortal poderia suportar tanta Luz. Mas ela tinha sede de infinito, e insistiu. Como Zeus previra, foi fulminada pela visão, morrendo na hora. Zeus retirou o feto do ventre de Sêmele e o costurou em sua coxa, terminando ali a gestação de Dioniso.
Dioniso parece ter herdado da mãe o desejo de chegar à essência do divino. Legou aos homens o cultivo da uva e a preparação do vinho, o dom da embriaguez, que faz esquecer mágoas e tristezas, preparando o espírito para a festa e o prazer. Legou, por outro lado, os Mistérios, rituais que permitiam aos mortais alcançar o êxtase místico.
Os homens- Dioniso são, como o próprio deus, amantes da festa e do prazer. Ele não curtem viver a rotina da sobrevivência, a preocupação com coisas materiais, com horários, com compromissos, e questionam os valores de nossa sociedade, que exige dos homens planos de carreira, trabalho duro, preocupação constante com o futuro. Uma sociedade que, em prol de um futuro arduamente construído, sacrifica o presente. Como Sêmele, o homem- Dioniso quer viver o momento com intensidade. O amanhã, só se tornará importante quando virar hoje. Carpe diem.
Sedento de infinito, o homem-Dioniso busca experiências que o levem além das fronteiras da realidade. Dioniso foi um arquétipo muito visível nos anos 60, quando sexo, drogas e rock-n-roll eram maneiras de se atingir o êxtase e protestar contra a a violência da guerra e mediocridade da vida burguesa. Woodstock foi um grande ritual dionisíaco,
Hoje, passados 50 anos, ainda encontramos homens-Dioniso buscando o êxtase através do yoga, budismo e outras seitas orientais, do Santo Daíme, participando de rituais xamânicos, shows de rock ou música eletrônica, tomando extasy para varar a noite dançando em raves, etc.
A busca do homem-Dioniso pelo infinito, pelo não comercial, não utilitário, leva-o freqüentemente a trabalhar em atividades criativas. As artes, principalmente o teatro, estão lotadas de homens–Dioniso. Na pintura temos exemplos valiosos como Van Gogh e Basquiat, Jackson Pollock e Modigliani; na música a lista vai de Beethoven a Jim Morrison.
Os gregos acreditavam que o templo de Delfos era habitado por Apolo durante seis meses do ano. Durante os seis meses seguintes era habitado por Dioniso. Esta é a lição que devemos aprender com os antigos: vivermos uma parte de nossa vida como Apolo, trabalhando para atingir nossos objetivos; mas sem negar Dioniso, que nos ensina a viver o momento com intensidade, a nos entregarmos ao que estamos fazendo com prazer.
Conta o mito que, onde quer que fosse, Dioniso era acompanhado por um bando de bacantes. As mulheres, que fugiam de Apolo, assustadas por sua frieza e seriedade, corriam atrás de Dioniso. A atração que o homem-Dioniso exerce sobre as mulheres não é difícil de entender – ele gosta de festas, de sexo e de prazer. Sexo, prazer e chapação rolam fácil para um Dioniso. O difícil, para ele, é se fixar num relacionamento estável. Mas, por incrível que possa parecer, o deus Dioniso se apaixonou por Ariadne, casou-se e foi fiel. Certa vez, falando com um homem-Dioniso sobre mulheres, ouvi o seguinte: “Eu, em relação às mulheres, sou como peixe - peixe é difícil de pegar, porque escorrega nas mãos. Mas, depois que uma mulher pega, ela frita e come.”
5 comentários:
Texto fabuloso e fechado com chave de ouro!
Quem nunca foi Dioniso ao menos uma vez na vida???
O equilíbrio Apolo / Dioniso é sempre difícil de se achar e mais ainda de se conseguir!
É bom saber que há pessoas que nos entendem...
beijos
Adorei a descriçâo e comparaçâo de Dionisio e Apolo. Acredito que, para muitos homens, os mais equilibrados, o Dionisio e'mais prevalente na juventude, e o Apolo aoparece forte quando vem a familia, filhos e responsabilidades.
Bjâo Nina
E acho interessante como conheço algumas mulheres Dionísio e Apolo também, não sei se há um mito para as mulheres como este.
Adorei também seu amigo-peixe, que diz que a mulher frita e come, hehehe.
Beijão,
Nathália
"depois q pega, ela frita e come.."
muito boa!! kkk
Gostei do texto :)
Bjo
Acredito que muitas mulheres que tem um companheiro muito Apolo, sentem atração ou fantasiam um Dionísio irresponsável, sedutor e danadinho.
O ideal seria uma bela mistura de Apolo com Dionísio.
Quanto ao peixe após frito, perde a graça, o gostoso é esse jogo sedutor que tem o Dionísio.
bjs,
ana kuniko
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