Meu pai era um típico homem Cronos. Era severo, exigia ordem e disciplina, era firme em suas convicções, para não dizer teimoso como uma mula. Cronos foi retratado por muitos artistas como um velho engolindo seus filhos. Quando eu era criança, tinha muito medo dele.
O mito conta que uma profecia havia previsto que um dos filhos de Cronos o destronaria. Por isso, toda vez que sua esposa Réia paria um filho, ele a obrigava a entregá-lo para ser engolido.
Os homens da geração do meu pai, principalmente aqueles que vieram de uma sociedade rural, parece que já nasciam velhos. Eram ensinados a tratar a esposa como uma mera procriadora, e os filhos como pequenos adultos. Muitos engoliram seus filhos, criando neuroses por falta de carinho e afeto paterno, destruindo a auto-estima dos todos que os cercavam, não os deixando estudar, tolhendo o crescimento pessoal.
Hoje o homem Cronos é coisa do passado. Mas será mesmo? No blog da Adriana ela comenta como o machismo ainda está presente. É impressionante, mas numa mesma década vivem pessoas de diversas décadas.
Mudando de assunto: adorei os comentários que recebi. A todos que fizeram comentários, um abraço gostoso pelo carinho, que é recíproco. Minha amiga Rosa comentou sobre a importância de conhecermos também os arquétipos femininos, com o objetivo de descobrir nosso Eu. No futuro pretendo falar sobre o feminino; mas ao conhecer o homem, a mulher está conhecendo a si mesma, afinal é através do outro que nos descobrimos.
Meu amigo Castelar comentou sobre a relatividade do sistema de tipologia, não somos sempre a mesma coisa, variamos de acordo com o momento. Concordo. A tipologia é apenas um roteiro para iniciarmos a jornada do auto- conhecimento. O homem Cronos, por exemplo, não é apenas um tipo masculino, é um personagem que vive dentro de cada um de nós. Aquele velho chato que vive nos dizendo que não somos capazes, que confunde responsabilidade com culpa, respeito com submissão, ordem e disciplina com prisão.
O mito conta que uma profecia havia previsto que um dos filhos de Cronos o destronaria. Por isso, toda vez que sua esposa Réia paria um filho, ele a obrigava a entregá-lo para ser engolido.
Os homens da geração do meu pai, principalmente aqueles que vieram de uma sociedade rural, parece que já nasciam velhos. Eram ensinados a tratar a esposa como uma mera procriadora, e os filhos como pequenos adultos. Muitos engoliram seus filhos, criando neuroses por falta de carinho e afeto paterno, destruindo a auto-estima dos todos que os cercavam, não os deixando estudar, tolhendo o crescimento pessoal.
Hoje o homem Cronos é coisa do passado. Mas será mesmo? No blog da Adriana ela comenta como o machismo ainda está presente. É impressionante, mas numa mesma década vivem pessoas de diversas décadas.
Mudando de assunto: adorei os comentários que recebi. A todos que fizeram comentários, um abraço gostoso pelo carinho, que é recíproco. Minha amiga Rosa comentou sobre a importância de conhecermos também os arquétipos femininos, com o objetivo de descobrir nosso Eu. No futuro pretendo falar sobre o feminino; mas ao conhecer o homem, a mulher está conhecendo a si mesma, afinal é através do outro que nos descobrimos.
Meu amigo Castelar comentou sobre a relatividade do sistema de tipologia, não somos sempre a mesma coisa, variamos de acordo com o momento. Concordo. A tipologia é apenas um roteiro para iniciarmos a jornada do auto- conhecimento. O homem Cronos, por exemplo, não é apenas um tipo masculino, é um personagem que vive dentro de cada um de nós. Aquele velho chato que vive nos dizendo que não somos capazes, que confunde responsabilidade com culpa, respeito com submissão, ordem e disciplina com prisão.
4 comentários:
Oi, Cecilia!
Super interessante o mito de Cronos.
Estou adorando seu blog e já esperando pelo post da semana que vem.
Ótimo domingão pra você!
Oi Cê
Realmente meu pai é um filho de cronos, hahaha.
Mas acho que mesmo tendo gerações de cronos por perto, posso dizer que eles estão procurando melhor convívio em sociedade, acho que cronos está se adaptando as novas gerações.
Parabéns pelo blog
Beijão
Milene
Oi Cecília, conheci seu pai que é da mesma geração e planeta do meu e vc sabe. Que bom, depois de 30 anos poder reencontra-la com a alma linda e concentrada no caminho.
Obrigado por tudo e voce sabe o que.
Alvaro
Olá Cecília
Apesar do mito Cronos, acredito que as mulheres brasileiras são muito machistas, fazendo as vontades do marido, criando filhos totalmente dependentes e consequentemente tornando-os machões perante às companheiras. Lamentável !!!
bjs.
Ana Kuniko
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